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Posts Tagged ‘Campeonato Carioca’

Vasco é derrotado pelo Olaria em Volta Redonda e torcida hostiliza Dodô e Mancini

O Vasco ainda não engrenou na temporada 2010. Com a derrota por 1 a 0 na tarde deste sábado, em Volta Redonda, para o Olaria, pelo Campeonato Carioca, o Gigante da Colina chegou ao seu terceiro jogo sem vitória. Foi a primeira vez em que um time grande caiu diante de um pequeno no Carioca 2010. Para piorar a situação, o time comandado por Vagner Mancini pode perder a segunda colocação no Grupo B da Taça Rio para o América que, neste domingo, vai enfrentar o Bangu, em Moça Bonita. Dois pontos separam as equipes (nove contra sete).

Assista aos melhores momentos do jogo no vídeo acima.

Além da sequência negativa em 2010, o Vasco perdeu a invencibilidade de 39 anos para o Olaria em partidas válidas pelo Campeonato Carioca. O último triunfo do rival havia acontecido em 1971. O resultado também marcou a vitória de ex-dirigentes da equipe de São Januário, que hoje comandam o futebol da Rua Bariri. Paulo Angioni (gerente de futebol), Paulo Reis (jurídico) e José Luiz Moreira já formaram a cúpula do futebol do Gigante da Colina.

A equipe da Rua Bariri chegou aos nove pontos e ocupa a sexta colocação no Grupo A da Taça Rio. Na próxima rodada, o Vasco vai receber o Americano, em São Januário. O Olaria pega o Macaé, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos. As duas partidas estão marcadas para a próxima quarta-feira.

Após início promissor, Vasco volta a sofrer apagão e leva gol do Olaria

Os primeiros dez minutos do Vasco atenderam às orientações do técnico Vagner Mancini. Marcação no campo do adversário, jogadas pelas laterais, triangulações e saída rápida da defesa para o ataque. Nesse período, o time da Colina teve três chances claras de abrir o marcador. Na primeira, aos três, Elder Granja recebeu de Rafael Coelho dentro da área e, em vez de chutar, tentou o cruzamento. A zaga do Olaria aproveitou para afastar o perigo.

Os outros dois lances aconteceram aos seis e aos sete minutos de jogo. No primeiro, Philippe Coutinho rolou para Jéferson na entrada da área e o meia soltou a bomba. A bola passou rente à trave de Henrique. No lance seguinte, Paulinho aproveitou uma saída errada da defesa do Olaria e arriscou da intermediária. O arqueiro do time da Rua Bariri voltou a defender. E o Vasco parou por aí.

O Olaria acordou para o jogo, acertou a marcação e aproveitou a lentidão e os erros de passe do Vasco. Aos 12 minutos, o gol que definiu a partida. Após erro de passe de Philippe Coutinho no meio-campo, Aleílson puxou contra-ataque, passou por Fernando e rolou para Cacá, na marca do pênalti. Com Prass batido, o atacante só tocou para as redes para abrir o marcador.

Com o gol, os erros do Vasco e a impaciência do torcedor, presentes nos últimos jogos no Rio de Janeiro, reapareceram no Raulino de Oliveira. Recuado, o Olaria buscava os contra-ataques. E foi em um deles que quase ampliou. Aos 15, completamente sozinho, Aleíson recebeu pela esquerda, entrou na área e chutou em cima da zaga. Na sobra, Araruama arriscou de fora da área e Fernando Prass defendeu.

Sem poder de penetração, o Vasco tentava chegar ao empate em chutes de fora da área. Jéferson e Rafael Carioca tentaram arremates de longa distância aos 17 e 21 minutos, respectivamente. Todos com perigo ao gol de Henrique. Aos 30, Mancini perdeu a paciência com a equipe e sacou Gustavo, apostando na entrada de Souza. Sem a igualdade no marcador, os jogadores deixaram o campo vaiados.

Olaria tem gol anulado no segundo tempo e Souza é expulso no fim

Disposto a virar o placar, o treinador vascaíno retornou para a etapa final com a equipe um pouco mais ofensiva. Mancini tirou o volante Paulinho e colocou o atacante Geovane Maranhão. Porém, a impaciência atrapalhava a organização das jogadas de ataque. O time cruzmaltino tentava superar a defesa do Olaria alçando bolas na área. Em vão.

O primeiro lance de gol do Vasco aconteceu aos oito minutos. Geovane Maranhão cruzou da esquerda para Rafael Coelho. O atacante dominou na marca do pênalti de costas para o gol, girou sobre o zagueiro e chutou para ótima defesa de Henrique. Na sobra, Philippe Coutinho tentou marcar de cabeça, mas chegou empurrando o zagueiro do rival.

Aos 16, o Olaria teve a sua primeira chance no segundo tempo. Rafael cobrou falta da intermediária e o goleiro Fernando Prass agarrou com segurança no centro do gol. Quatro minutos depois, Dodô foi chamado por Mancini para entrar na vaga de Jéferson. Antes mesmo de ir ao campo, o artilheiro já era vaiado e hostilizado pelos torcedores.

Desorganizado, o Vasco pressionava, mas não conseguia levar perigo ao arqueiro Henrique. O Olaria perdeu uma ótima oportunidade de matar o jogo aos 31. Aleílson aproveitou falha de Gian, que tentou fazer a linha de impedimento, e recebeu lançamento na intermediária. Completamente sozinho, o atacante entrou na área e errou o chute ao tentar encobrir o goleiro Fernando Prass. A bola passou por cima do gol do Vasco.

Aos 42, em lance polêmico, o Olaria teve um gol anulado. Em um contra-ataque rápido, Cacá recebeu dentro da área e chutou em cima de Fernando Prass. O árbitro Antônio Frederico de Carvalho chegou a correr para o centro do campo, mas a bandeirinha Lilian da Silva Fernandes invalidou o lance. Irritado, o técnico Dé deixou o gramado reclamando da marcação.

- Eu me recuso a ficar nessa palhaçada – protestou.

Souza ainda foi expulso nos acréscimo ao dar um pontapé em Cacá. No fim do jogo, os torcedores hostilizaram os jogadores, Mancini e o presidente Roberto Dinamite, que estava presente ao Raulino de Oliveira.

Ficha técnica:

OLARIA 1 x 0 VASCO
Henrique, Ivan, Vanderson, Rafael e Amarildo; David, Romário, Araruama e Waldir; Aleílson (Assumpção) e Cacá. Fernando Prass, Gustavo (Souza), Fernando e Gian; Elder Granja, Rafael Carioca, Paulinho (Geovane Maranhão), Jéferson (Dodô)e Márcio Careca; Philippe Coutinho e Rafael Coelho.
Técnico: Dé. Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Cacá, aos 12 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Romário, Amarildo (Olaria); Coutinho, Geovane Maranhã, Gustavo, Gian, Fernando (Vasco). Cartão vermelho: Souza
Estádio: Raulino de Oliveira (RJ). Data:20/03/2010. Árbitro: Antônio Frederico de Carvalho Schneider (RJ). Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ) e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ).

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Fluminense vence Uberaba em Minas por 2 a 0 e avança na Copa do Brasil 2010

O objetivo foi cumprido: o Fluminense conseguiu eliminar a partida de volta pela segunda fase da Copa do Brasil, vencendo o Uberaba por 2 a 0 em Minas Gerais. A noite no Uberabão nesta quarta-feira foi especial para Alan, que briga por uma vaga entre os titulares e marcou os dois gols da classificação para as oitavas de final, um deles numa pintura. Mas foi de preocupação para o companheiro Fred, que deixou o campo ainda no primeiro tempo com suspeita de estiramento na coxa.

A lesão não é no mesmo local que a sofrida no ano passado, que deixou o atacante em recuperação por três meses. A gravidade ainda será verificada em ressonância magnética, mas o próprio jogador deixou pessimista o campo

Há quatro anos o Fluminense não conseguia eliminar a partida de volta na Copa do Brasil. Único visitante a conseguir essa vantagem nesta quarta-feira, o time espera o vencedor do confronto entre Ponte Preta e Portuguesa. A primeira partida terminou em empate por 1 a 1 em Campinas. Pelo Campeonato Carioca, o adversário será o Resende, às 17h de domingo, em Volta Redonda.

Pressão mineira no início

O início da partida foi sofrido para o Fluminense, sobretudo por causa de falhas de marcação pelo seu lado direito. Foi por ali que o Uberaba pressionou nos primeiros minutos, conseguindo jogadas que, se não davam em cruzamentos da linha de fundo, terminavam em chutes perigosos da entrada da área. Assim, Rafael foi obrigado a fazer duas boas defesas em 11 minutos, em conclusões de longe de Rafael Ipuã e Gustavo.

Até a metade da primeira etapa, enquanto Mariano sofreu na marcação, o Fluminense apostou em jogadas pelo meio, buscando a tabela. Antes de marcar o seu gol, Alan teve uma ótima oportunidade. Recuou para receber passe de Everton e trocou passes com Conca. A conclusão, no entanto, saiu ruim.

O Fluminense ainda levaria dois sustos antes de se arrumar em campo. Primeiro, aos 22 minutos, Thiago Marín bateu falta com categoria e acertou o travessão. Logo depois, Zé Maria recebeu passe – desta vez pelo lado esquerdo da defesa - e concluiu por cima do gol. A partir daí, o time de Cuca passou a atacar não só pelo meio, mas também pela direita, com Mariano, enquanto do outro lado Júlio César mal aparecia.

No entanto, foi da insistência nas jogadas pelo meio que saiu o gol, aos 29 minutos. Numa das raras vezes em que conseguiu se livrar da forte marcação, Fred recuou para a intermediária e deu passe para Alan, na entrada da área. Ele girou diante do zagueiro, conseguiu se manter de pé apesar de sofrer falta e bateu no canto: 1 a 0, com coreografia ensaiada com Leandro Euzébio.

A vantagem no placar fez com que Fluminense atuasse com mais paciência, trocando passes e esperando o melhor momento para atacar. O segundo gol esteve próximo, aos 36 minutos, quando Mariano recebeu ótimo lançamento de Dalton e chutou forte, para defesa de Fernando. O primeiro tempo terminaria sem complicações, não fosse a lesão de Fred. Ele tentou se livrar da marcação na tentativa de chutar, foi ao chão e levou a mão à coxa,  precisando ser substituído por André Lima.

Alan faz 2 a 0 com um golaço

Se o primeiro gol originou-se de jogada pelo meio, o segundo foi marcado após lance pela direita. E num belo lance. Mariano deixou seu marcador no chão após dar um corte e cruzou de trivela para Alan pegar de primeira, com estilo. Com quatro minutos no segundo tempo, o Fluminense já conseguia a vantagem que elimina a partida de volta.

Sem outra opção, o Uberaba se lançou ao ataque. Mais segura do que nos 45 minutos iniciais, a defesa tricolor evitou que Rafael passasse por sustos, às vezes conseguindo até travar os chutes. Na parte ofensiva, o Fluminense preferiu manter ao máximo a posse de bola em vez de usar a velocidade e explorar contra-ataques.

Com isso, a partida esfriou bastante e teve poucas chances de perigo, dos dois lados. Cuca substituiu Alan por Wellington Silva, na tentativa de conseguir alguma chance em jogada individual, e Julio Cesar por Marquinho, para reforçar a marcação pela esquerda. Aos 32 minutos, André Lima teve a oportunidade de fazer 3 a 0, mas, pressionado por dois zagueiros, chutou sem força.

O Fluminense seguiu na sua tática – que nem se mostrou tão arriscada assim – de manter os 2 a 0, placar justo para conseguir a classificação antecipada. E a torcida do Fluminense, que ocupou cerca de um terço da arquibancada do Uberabão, gritou “eliminado” para os donos da casa.

Ficha técnica:

UBERABA-MG 0 x 2 FLUMINENSE
Fernando, Ivonaldo, Rodrigão, Rogério e Fabiano (Anderson Planta); Balduíno, Zé Maria (David), Gustavo e Rafael Ipuã; André Nascimento (Dinei) e Thiago Marin. Rafael, Cássio, Dalton e Leandro Euzébio; Mariano, Diguinho, Conca, Everton e Julio Cesar (Marquinho); Alan (Wellington Silva) e Fred (André Lima).
Técnico: Marcos Birigui. Técnico: Cuca.
Gols: Alan, aos 29 minutos do primeiro tempo e aos quatro minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Balduíno, Rodrigão, Gustavo (Uberaba); Diguinho (Fluminense).
Estádio: Uberabão, em Uberaba (MG). Data: 17/03/2010. Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR) Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e Bruno Boschilia (PR). Público: 9.300. Renda: R$ 146.000.
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Sem Adriano e com um jogador a menos Flamengo consegue vitória heróica por 3 a 1 sobre o Caracas na Venezuela

O Flamengo conseguiu uma vitória heroica sobre o Caracas, nesta quarta-feira, na Venezuela, pela Taça Libertadores, que serviu para afastar a crise do “caso Chatuba”, que tomou conta da Gávea nos últimos dias. Mesmo sem Adriano, o time venceu por 3 a 1, e o segundo tempo foi emocionante. O Rubro-Negro teve um jogador a menos desde os minutos iniciais – Toró recebeu o cartão vermelho. Vagner Love fez dois gols, e Rodrigo Alvim, o terceiro. Castellín marcou o da equipe da casa.

Com a vitória, o Flamengo assumiu a liderança do Grupo 8 da Libertadores, com seis pontos. Os rubro-negros já haviam derrotado o Universidad Católica por 2 a 0, dia 25 de fevereiro, no Maracanã. O próximo adversário é o Universidad de Chile, na próxima quarta-feira, em local a ser definido (ou Santiago ou Coquimbo). Antes disso, enfrentará o Vasco, no próximo domingo, no Maracanã, pela Taça Rio, no Campeonato Carioca.

O Caracas continua sem vencer na Libertadores. Além da derrota em casa nesta quarta-feira, o time venezuelano perdeu em sua estreia por 1 a 0 para o Universidad de Chile, dia 18 de fevereiro. Seu próximo compromisso na competição é contra o Universidad Católica, na próxima quarta-feira, na Venezuela.

Desfalques
O Flamengo entrou em campo sem sua principal estrela internacional. Adriano ficou no Rio, por exigência da diretoria, para aprimorar a parte física após o escândalo com sua noiva, Joana Machado, na Favela da Chatuba. Pivô da crise rubro-negra, o Imperador foi substituído por Petkovic, que voltou a ser titular após ter sido afastado no Fla-Flu da Taça Guanabara.

O outro desfalque rubro-negro foi o volante Willians, expulso contra o Universidad Católica. Ele volta ao time contra o Universidad de Chile. Mas Andrade perdeu outro volante de marcação: Toró foi expulso contra o Caracas e terá de cumprir suspensão. Fernando, lesionado, passa a ser dúvida. Em compensação, Maldonado está recuperado da cirurgia no joelho esquerdo e tem boas chances de jogar.

Confusões no estádio

Algumas irregularidades puderam ser observadas no estádio Olímpico. Quando os times entraram em campo, a torcida local soltou fogos de artifícios, balões de gás, e até lança-chamas apareceram na arquibancada. No intervalo, mais sinais de falta de organização. O espaço destinado aos torcedores rubro-negros foi invadido. Houve princípio de confusão, e os venezuelanos roubaram algumas bandeiras.

Durante o segundo tempo, houve mais irregularidades. Logo depois do segundo gol do Flamengo, os jogadores reservas que aqueciam atrás do banco se queixaram com o quarto árbitro e com os policiais por terem sido atingidos por objetos jogados da arquibancada. Fierro foi o porta-voz. Imediatamente, o locutor do estádio pediu que não lançassem mais nada no campo. Mas foi em vão, e um dos bandeirinhas acabou atingido na mão. O jogo precisou ser interrompido, e o auxiliar recebeu atendimento de Marcio Tanure, médico do Flamengo.

Gol de pênalti em primeiro tempo sonolento

O primeiro tempo começou sem maiores emoções. Ao contrário, o que pôde ser visto nos dez minutos iniciais foram sucessivos erros bobos de ambos os times. O único chute a gol nesse período foi o de Jimenez, aos 3 minutos, que saiu fraco e rasteiro. Fora isso, muitas faltas, jogo truncado pelo meio de campo e muitos passes errados.

O primeiro chute rubro-negro só aconteceu aos 22, com Juan, de direita, que também saiu fraco. Quatro minutos depois, um lance que simbolizou a baixa qualidade vista em campo. Valoyes tentou arriscar um chute de longe, da meia-direita, mas pegou tão mal na bola que ela saiu pela lateral esquerda do ataque venezuelano.

Logo em seguida, as jogadas um pouco mais emocionantes começaram a surgir. Após cobrança de lateral pela direita, o Caracas tabelou, e a bola sobrou para Guerra. O apoiador tentou encobrir Bruno, mas ela saiu rente à trave. Pouco depois, Gomez chutou de dentro da área, mas o goleiro rubro-negro defendeu tranquilamente. Na sequência, outro lance de perigo, em que Bruno apareceu para cortar.

Dava a impressão de que o gol do Caracas estava começando a amadurecer. Tanto que a torcida local começou a ficar mais animada. Mas o Flamengo conseguiu acordar e teve êxito na primeira jogada mais trabalhada. Quando, aos 34, Leonardo Moura foi à linha de fundo e cruzou para trás, a bola sobrou para Petkovic chutar forte, de canhota. Mas, no meio do caminho, Romero colocou a mão na bola. O árbitro viu e marcou o pênalti. Love pegou a bola, escutou as provocações dos venezuelanos, mas cobrou com tranquilidade: 1 a 0.

Depois disso, o Flamengo passou a ter um pouco mais a posse de bola, trocou mais passes e valorizou o resultado até o fim do primeiro tempo.

Um segundo tempo emocionante
O segundo tempo começou mais animado. Não pelo lateral que o árbitro inverteu após cobrança equivocada de Leonardo Moura. Mas porque o Caracas o cobrou rapidamente e pegou a defesa rubro-negra desarrumada. Tanto que Lucena arriscou um chute de longe e quase complicou a vida de Bruno. Três minutos depois, Álvaro cometeu falta desnecessária na entrada da área. Gómez cobrou com capricho e deixou o goleiro imóvel, mas a bola bateu no travessão.

A partir daí, dois fatos inesperados. O primeiro aconteceu quando Fernando sentiu um problema muscular e teve de deixar o campo. Quando o Flamengo estava com um a menos, Gabriel Cichero deu um drible entre as pernas de Toró, que fez falta feia, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Em dois minutos, Andrade ficou sem seus dois volantes de marcação. O jeito foi improvisar Rodrigo Alvim, que substituiu Fernando.

Como a pressão do Caracas aumentou, o Flamengo recuou estrategicamente. Aos 14, Andrade tirou Petkovic e botou Ronaldo Angelim. Mas não teve jeito. O Flamengo estava perdido em campo, e o Caracas dominava. Quando Castellín recebeu a bola na área, pela esquerda, ele passou como quis por um lento Álvaro e finalizou com força para empatar: 1 a 1.

Acuado, o Flamengo virou presa fácil. Aos 22, Álvaro falhou novamente, Fabrício também se complicou, e o Caracas quase empatou. Por conta destes erros, houve uma discussão entre os jogadores, que chegaram a se ameaçar frente a frente, quase que trocando cabeçadas. No minuto seguinte, o jogo foi interrompido por alguns minutos porque um dos auxiliares acabou atingido na mão por algum objeto lançado da arquibancada.
Aos 28 minutos, o Flamengo teve a oportunidade de ficar na frente novamente. Love deu bom passe para Kleberson. Mesmo livre, o volante chutou, mas o goleiro defendeu, e a bola bateu no travessão. No contra-ataque, Bruno também operou defesa importante. No minuto seguinte, praticamente na sequência, foi a vez de Kleberson deixar Love na cara do gol. O atacante, porém, driblou o goleiro Vegas, concluiu bem e colocou o Flamengo na frente do placar novamente: 2 a 1.

A partir daí, a pressão venezuelana aumentou. Mas o Flamengo soube resistir. Aos 36, o Caracas poderia ter empatado em cabeçada de Guerra. Esse foi apenas um sinal de que a defesa rubro-negra batia cabeça. Principalmente, Álvaro, que pouco depois chegou a ser driblado duas vezes por Lucena.

Bruno começou a ter de trabalhar mais nos cinco minutos finais. O goleiro fez boas defesas e salvou o Flamengo, que tentava tocar a bola no ataque com um pouco de calma. Tanto que poderia ter ampliado com Love após cruzamento de Léo Moura.

Mas isso só foi acontecer nos acréscimos. Rodrigo Alvim recebeu pela direita do ataque, invadiu a área e tocou com classe na saída do goleiro: 3 a 1, aos 48. Uma vitória heroica para espantar a crise.
Ficha técnica:

CARACAS 1 x 3 FLAMENGO
Vegas, Romero (Rodrigo Pietro), Bustamante, Alejando Cichero e Gabriel Cichero; Gimenez, Lucena, Guerra e Gomez (Alexander Gonzalez); Valoyes e Castellín (Fernando Aristeguieta) Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Fernando (Rodrigo Alvim), Kleberson e Petkovic (Ronaldo Angelim); Vagner Love e Vinícius Pacheco (Fierro).
Técnico: Noel Sanvicente. Técnico: Andrade.
Gols: Vagner Love, aos 35 minutos do primeiro tempo; Castellín, aos 20, Vagner Love, aos 29, e Rodrigo Alvim, aos 48 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Valoyes, Romero e Castellín (Caracas); Toró e Bruno (Flamengo). Cartão vermelho: Toró (Flamengo)
Estádio: Olímpico, Caracas, Venezuela. Data: 10/03/2010. Árbitro: Wilmar Roldán (COL). Auxiliares: Eduardo Díaz e Rafael Díaz (COL).
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Cartolas cariocas culpam preço dos ingressos estadios vazios na Taça Rio

Nas duas primeiras rodadas da Taça Guanabara, 57.687 torcedores pagaram ingressos para assistir aos jogos dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. No mesmo período, ou seja, nas duas rodadas iniciais da Taça Rio, esse público reduziu em quase quatro vezes, caindo para 15.784 pagantes. Os números são da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

Como fazer para explicar uma diferença tão brutal na frequência das torcidas? Para os dirigentes dos poderosos do futebol carioca, os motivos são variados, mas um é unanimidade: o valor dos ingressos. A decisão de aumentar o preço das entradas, no entanto, foi tomada em uma reunião no início do ano, quando os cartolas de Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense entraram em comum acordo e definiram o valor que hoje é cobrado nas bilheterias.

Em um primeiro momento, parecia que isso não seria problema, tanto é que o primeiro turno começou com estádios cheios e torcidas empolgadas. Mas a realidade mudou na Taça Rio. Para se ter uma ideia, o Vasco colocou em seu jogo de estreia, contra o Tigres, 10.173 pagantes. Nas duas primeiras rodadas do segundo turno, apenas 1.918 torcedores pagaram para ver o time.

Vascaínos não esperavam público tão baixo

Para o diretor executivo de futebol do clube, Rodrigo Caetano, esses números não eram esperados. Ele preferiu não dar uma sugestão para melhorar a presença de público, mas disse que é uma missão para o departamento de marketing.

- É um somatório de coisas. Acho que tem a ver com a fórmula de disputa, com o preço dos ingressos, com os horários dos jogos e também com a segurança. Essa média preocupa porque é muito baixa. Não esperávamos que isso acontecesse no Campeonato Carioca.

Na mesma linha, o diretor financeiro do Botafogo, Renato Blaute, citou o programa de sócio-torcedor do clube como um facilitador para os alvinegros acompanharem os jogos no estádio. Para ele, não há como mudar os valores aplicados no momento. Blaute soma ao preço outros fatores, como o trânsito confuso da cidade.

- Nós entendemos que esse assunto é para ser debatido entre o quatro grandes juntamente com a federação, mas a longo prazo e com medidas para o ano que vem. Não há a possibilidade de redução no valor dos ingressos agora. Não é a simples questão do preço que vai trazer o torcedor para os estádios, não estamos convencidos disso. São vários fatores: preço, horário, tempo (clima), fim de mês pós-carnaval. Para o sujeito chegar em um jogo marcado para as 19h30m, ele tem de sair três horas antes do trabalho por causa do trânsito. Então precisamos debater tudo isso para o modelo de campeonato do ano que vem.

IPVA, IPTU… a justificativa do Flu

No Fluminense, a explicação é parecida. Apesar de não encontrar muitos motivos para a decepcionante média de público nas duas primeiras rodadas, o vice de futebol do clube, Alcides Antunes, acredita que a grande quantidade de impostos pagos pelo contribuinte brasileiro ajudam a piorar a frequência nos estádios.

- É estranho. O Campeonato Carioca tem sido jogado normalmente, como nos últimos anos, mas a presença do público tem sido pequena. E a competição é conhecida por ter o melhor público no Brasil. Sinceramente não sei como explicar. Acredito que o torcedor esteja guardando dinheiro para os clássicos e a reta final. Até porque início de ano é complicado, tem IPVA, IPTU, tudo isso.

Apesar de fazer coro com a questão do valor das entradas, no Flamengo o pensamento vai além. O vice de futebol, Marcos Braz, acredita que o horário é o problema. “O jogo às 22h. Esse é o problema principal”, disse à reportagem.

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