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Veja os gols e melhores momentos do clássico carioca entre Fluminense 2×1 Flamengo – Brasileirão 2010
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Botafogo e Flamengo ficam no empate por 2 a 2 – o sétimo 2 a 2 entre os times desde 2007
Faltou pouco para o Glorioso derrubar novamente o Império do Amor. O Botafogo vencia o Flamengo por 2 a 1 até os 48 minutos do segundo tempo, na noite deste domingo, no Engenhão, mas no último lance do jogo Adriano, de cabeça, deixou tudo igual, em mais um dos muitos 2 a 2 no recente retrospecto do principal clássico do futebol carioca na atualidade – foi o sétimo resultado com o mesmo placar desde 2007, quando os clubes começaram a acirrar a rivalidade na disputa de títulos cariocas. Nesses 20 duelos entre as duas equipes, incluindo jogos de Campeonatos Brasileiros, os empates ocorreram em 2007 (dois pelas finais do Carioca e um pelo Brasileiro) e em 2009 (dois pelo Estadual e um pelo nacional).
No de 2 a 2 deste domingo, o Imperador marcou também o primeiro gol rubro-negro, e Herrera fez os dois do Alvinegro..Com mais esse empate, as duas equipes lideram suas respectivas chaves, mas têm companhia. O Alvinegro chegou aos mesmos dez pontos do América no Grupo B, mas leva vantagem no saldo de gols (quatro contra três). O time jogou desfalcado de Loco Abreu, que cumpriu suspensão automática por causa da expulsão na vitória (2 a 0) sobre o Olaria. E a sua presença nas jogadas aéreas acabou fazendo falta. É verdade que o primeiro gol saiu após um pênalti mal assinalado pelo árbitro, mas no geral a equipe criou boas chances e em momento algum inferiorizou-se ao rival.
Autoconfiante e gabando-se da boa campanha em 2010, o Flamengo quase acumulou a segunda derrota consecutiva – na quarta-feira perdera por 2 a 1 para o Universidad de Chile, em Santiago, pela Taça Libertadores. Andrade surpreendeu e barrou Vinícius Pacheco, um dos jogadores mais regulares no ano, para colocar Petkovic. O veterano não foi bem.. O empate no clássico foi providencial, mantendo o Rubro-Negro em primeiro lugar no Grupo A, com dez pontos. Ao seu lado está o Fluminense, que perde no saldo de gols (tem nove contra dez do time da Gávea).
O Flamengo volta a campo na próxima quarta-feira, novamente no Engenhão, onde enfrenta o Tigres, às 21h50m (de Brasília). Já o Botafogo enfrenta o Volta Redonda na quinta-feira, às 19h30m (de Brasília), no estádio Raulino de Oliveira, na Cidade do Aço..
Herrera abre o placar, e o Imperador, ‘boladão’, empata
Melindrados pelas manchetes policiais da última semana, os jogadores do Flamengo fizeram discurso inflamado contra as “pessoas ruins” nos momentos que antecederam o clássico. Só que nos primeiros minutos, o excesso de vontade transformou-se num show de equívocos – a entrada de Petkovic na vaga de Vinícius Pacheco tornou o time mais lento.
Mais “light” e menos rancoroso, o Botafogo quase abriu o placar aos oito minutos. Herrera recebeu passe na área, foi pressionado por Everton Silva e concluiu nas mãos de Bruno. Em jogada semelhante, desta vez com Lucio Flavio, Everton Silva derrubou o capitão alvinegro na entrada da grande área. Erradamente, o árbitro Wagner do Nascimento assinalou pênalti. Herrera bateu mal, mas a bola passou sob o corpo de Bruno e entrou, aos 16.
Na primeira jogada que acertou, aos 21 minutos, o Rubro-Negro empatou. Adriano rolou para Kleberson na ponta direita. O volante cruzou, Jefferson espalmou, e o Imperador, de carrinho, mandou para o fundo das redes. Magoado pelas últimas notícias a seu respeito, o atacante sequer comemorou.
O gol fez bem ao time visitante, que passou a dominar o meio-campo. Vagner Love e Everton Silva perderam oportunidades aos 27. Primeiro, o atacante recebeu na entrada da área, girou e bateu para fora. Já o lateral, substituto do machucado Léo Moura, entrou na área e chutou cruzado perto da trave direita de Jefferson.
A arbitragem confusa irritou os jogadores, principalmente os do Flamengo, e o técnico Joel Santana. Após uma confusão entre Álvaro e Herrera, Wagner do Nascimento marcou falta do rubro-negro. Lucio Flavio cobrou com categoria, e a bola bateu no pé da trave esquerda, aos 39. Na sobra, Antônio Carlos, com o gol vazio, mandou por cima. O Botafogo só não terminou o primeiro tempo em vantagem porque Bruno ainda fez linda defesa em uma cabeçada de Antônio Carlos.
Herrera marca mais um, e Adriano, ‘caladão’, deixa tudo igual de novo
Fabrício esquentou a mão de Jefferson no primeiro lance do segundo tempo. O zagueiro cobrou falta com violência, e o goleiro espalmou. Quando o Flamengo dominava, o Botafogo chegou ao segundo, aos nove minutos. Após cruzamento da direita, Herrera aproveitou um buraco na zaga e finalizou. Bruno ainda tocou na bola.
As provocações ao Império do Amor começaram no Engenhão. Vagner Love quase as calou. Ele recebeu cruzamento de Kleberson e, de voleio, acertou a trave direita de Jefferson. Seria um golaço. O goleiro ainda salvou o Botafogo com grande defesa aos 23, quando Love entrou livre na área após passe de Adriano.
O Botafogo passou a recorrer aos contra-ataques, quase sempre perigosos. Com um time com dois apoiadores e dois atacantes, o Rubro-Negro ficou exposto, mas também criou chances. Em uma delas, aos 34, Fabrício bateu forte, e Jefferson soltou. Adriano tentou aproveitar a sobra, mas caiu estatelado no gramado.
Só que o Imperador se levantou. Quando quase ninguém acreditava, aos 48, Everton Silva cobrou falta lateral, Adriano subiu na segunda trave e cabeceou no ângulo esquerdo, com Jefferson se esticando todo e ainda tocando na bola: 2 a 2, mas novamente uma comemoração sem a alegria habitual.
| BOTAFOGO 2 x 2 FLAMENGO | |
| Jefferson, Fahel (Eduardo), Antônio Carlos e Danny Morais; Somália (Fábio Ferreira), Leandro Guerreiro, Sandro Silva, Lucio Flavio (Edno) e Marcelo Cordeiro; Caio e Herrera | Bruno, Everton Silva, Álvaro (Ronaldo Angelim), Fabrício e Rodrigo Alvim; Toró, Willians, Kleberson (Ramon) e Petkovic (Vinícius Pacheco); Vagner Love e Adriano |
| Técnico: Joel Santana | Técnico: Andrade |
| Gols: Herrera, aos 16, e Adriano, aos 21 minutos do primeiro tempo; Herrera, aos dez, e Adriano, aos 48 minutos do segundo tempo | |
| Cartões amarelos: Marcelo Cordeiro e Somália (Botafogo); Everton Silva, Petkovic, Toró, Álvaro e Willians (Flamengo) | |
| Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro Data: 21/03/2010 Público: 6.707 pagantes (9.074 presentes) Renda: R$ 168.040 Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães Auxiliares: Francisco Pereira de Souza e Marcelo Braz Mariano | |
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Flamengo perde para Universidad de Chile em Santiago a primeira na Taça Libertadores
Herói no último domingo ao defender dois pênaltis de Dodô no clássico contra o Vasco, o goleiro Bruno falhou feio no gol que deu a vitória ao Universidad de Chile por 2 a 1, em Santiago, na noite desta quarta-feira. É a gangorra do futebol. Um dia em alta, outro em baixa. O goleiro aceitou um chute de Seymour de fora da área e viu a bola passar por baixo do seu corpo. E o Flamengo, que descontou com Rodrigo Alvim, conheceu, no estádio Monumental, a primeira derrota nesta Taça Libertadores.
O Fla tinha vencido Universidad Católica (2 a 0) e Caracas (3 a 1) nas duas rodadas iniciais. Curiosamente, o duelo desta quarta foi o primeiro em que o Rubro-negro não teve um jogador expulso nesta competição.
Com o resultado, o Flamengo perdeu a liderança do Grupo 8 da Taça Libertadores. O clube carioca permanece com seis pontos e foi ultrapassado justamente pelo Universidad de Chile, que chegou aos sete. O Universidad Católica tem dois pontos e o Caracas está em último, com um. Agora, o Flamengo volta a enfrentar o Universidad de Chile na próxima rodada. A partida vai ser no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril. Também nesta quarta-feira, Caracas e Católica empataram por 0 a 0, na Venezuela.
O jogo foi apenas o segundo do Universidad do Chile após o terremoto de 8,8 graus na escala Ritcher no final de fevereiro, que levou caos e destruição ao país. O primeiro em Santiago – antes a equipe duelou contra o Universidad Católica, em Coquimbo (2 a 2). “La U” foi obrigada a pegar emprestado o estádio do Colo Colo, que só liberou o Monumental após o rival aceitar pagar R$ 210 mil em caso de danos ao patrimônio.
Apesar de melhor, Flamengo sai em desvantagem no primeiro tempo
O pânico de um sismo semelhante ao que ocorreu no dia 27 de fevereiro e provocou mais de mil mortes no Chile fez a delegação do Flamengo dormir em Porto Alegre de terça para quarta-feira e desembarcar em Santiago apenas cinco horas antes do início do jogo. No estádio, um esquema especial foi armado caso ocorresse um novo tremor.
Apesar do cansaço da viagem horas antes do duelo, o Flamengo começou bem a partida, dominando o meio-campo. A esperada pressão do time chileno nos primeiros minutos não aconteceu. Aos cinco, Juan cobrou falta da intermediária e Adriano, todo desequilibrado, cabeceou meio estranho. Mas a bola, mesmo sem força, subiu e bateu no travessão.
A partir daí, o que se viu foi uma série de chutes sem direção. Dos dois lados. E também muitos passes errados. Kleberson não acertava um. E o Flamengo falhava na última bola.
O jogo só voltou a ficar interessante a partir dos 30 minutos. Na primeira chance de perigo do Universidad, Oliveira recebeu e tentou tocar rasteiro para o meio da área. Álvaro, de carrinho, evitou que a bola chegasse ao meia Montillo, que estava pronto para marcar o gol. Pouco depois, escanteio para o Flamengo. Álvaro desviou e Vagner Love apareceu para cabecear quase na pequena área. O goleiro Conde conseguiu espalmar, evitando o primeiro gol.
Aos 36 minutos, Adriano deu o ar da graça. O Imperador, que estava saindo muito da área para se livrar da marcação, dominou na intermediária e soltou a bomba. A bola passou muito perto da trave esquerda de Conde, que pulou assustado. Foi a única boa finalização do atacante na partida.
O castigo veio aos 42 minutos. Após jogada rápida do Universidad pela direita, Estrada cruzou, Vargas se antecipou a Bruno na primeira trave e tocou de cabeça: 1 a 0. Na comemoração, o atacante tirou a camisa e recebeu o cartão amarelo.
- Foi um erro nosso. Eles fizeram um “dois contra um” e jogaram a bola na área. Não tive como fazer nada – explicou o goleiro Bruno no fim do primeiro tempo.
E o Flamengo foi para o vestiário com a sensação de que havia complicado uma partida que parecia controlada.
- Foi uma bobeira. O jogo nem estava tão complicado – completou Léo Moura.
Vagner Love perde a chance de empatar a partida
A conversa com Andrade no vestiário parecia ter dado certo. O empate rubro-negro veio logo aos cinco minutos do segundo tempo, na primeira chance. Adriano tocou para Vagner Love. Mesmo impedido, o atacante dominou a bola, atrapalhando Léo Moura, que vinha de trás. O lateral insistiu na jogada e conseguiu chutar, mas o goleiro Conde defendeu. A bola bateu novamente em Léo Moura e sobrou limpa para Rodrigo Alvim. O lateral-esquerdo, improvisado como volante, só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio: 1 a 1.
Após o gol, o Universidad ainda perdeu um de seus principais jogadores. Estrada sentiu um problema no tornozelo direito e acabou substituído por Nelson Pinto. Aos nove minutos, porém, o time chileno ficou novamente em vantagem. Felipe Seymour recebeu na intermediária e chutou de longe. A bola saiu com força, mas era defensável. Bruno, no entanto, colaborou e deixou a redonda passar por baixo do seu corpo: 2 a 1.
O gol animou os chilenos. Aos 13 minutos, Montillo entrou bem pela esquerda e chutou. Bruno espalmou para o meio da área, e a defesa afastou o perigo. A torcida do Universidad começou a cantar enlouquecidamente. Andrade resolveu, então, tirar o apagado Kleberson para colocar o chileno Fierro. O ex-jogador do Colo Colo foi bastante vaiado pelos torcedores do clube rival ao entrar em campo.
O Universidad estava bem armado em campo. E levava muito perigo nos contra-ataques. Aos 19 minutos, Olivera recebeu pela esquerda, entrou na área e chutou com força. Desta vez, Bruno fez ótima defesa e salvou o Flamengo de levar o terceiro. Neste momento, Andrade resolveu chamar Petkovic. O meia sérvio entrou no lugar de Vinícius Pacheco, que levava pouco perigo. O time melhorou e deu sinais de que poderia reagir.
Aos 25 minutos, Fierro recebeu bom passe de Léo Moura e chutou cruzado. O goleiro Conde caiu bem no canto direito para defender. Aos 33, a grande oportunidade. Petkovic tabelou com Vagner Love, que entrou na área e ficou na cara do goleiro chileno. Mas o toque por cobertura não foi preciso e acabou indo para fora, por muito pouco. O atacante não acreditou na chance perdida e colocou as mãos no rosto em sinal de desespero.
No fim da partida, Léo Moura deixou o campo machucado. Éverton Silva entrou, e o time ficou enfraquecido pela direita. Adriano ainda teve uma chance em contra-ataque, mas foi facilmente travado pelo zagueiro, em arrancada que evidenciou sua má forma física.
Com falha de Bruno, Adriano em noite apagada e Love perdendo gol, o Flamengo conheceu a segunda derrota na temporada – a primeira foi para o Botafogo, na semifinal da Taça Guanabara, pelo mesmo placar.
PRIMEIRA MÃO: Flamengo pode ficar sem o Maracanã para o resto da disputa da Taça Libertadores
Ficha técnica:
| UNIVERSIDAD DE CHILE 2 x 1 FLAMENGO | |
| Conde, Jose Contreras, Mauricio Victorino, Rafael Olarra e Matías Rodríguez; Felipe Seymour, Estrada (Nelson Pinto), Valter Montillo, Edson Puch; Olivera (Rivarola) e Vargas (Fernandez). | Bruno; Léo Moura (Everton Silva), Álvaro, Fabrício e Juan; Rodrigo Alvim, Willians, Kleberson (Fierro) e Vinícius Pacheco (Petkovic); Vagner Love e Adriano. |
| Técnico: Gerardo Pelusso | Técnico: Andrade |
| Gols: Vargas aos 42 minutos do primeiro tempo; Rodrigo Alvim aos cinco e Felipe Seymour aos nove minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Vargas (Universidad de Chile); Álvaro e Fierro (Flamengo) | |
| Estádio: Monumental, em Santiago, no Chile.
Data: 17/03/2010. Árbitro: Jorge Larrionda (URU). Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Mauricio Espinosa (URU) |
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Fla vence o clássico contra o Vasco por 1 a 0 depois de dois pênaltis perdidos por Dodô
Dois pênaltis para o Vasco. Dodô na bola. E Bruno defendeu. Ambos! O atacante vascaíno saiu de campo vaiado e, em má fase, com um futuro nada animador na Colina. Mas o clássico para o outro camisa 10 teve um gosto diferente, de reconciliação. Adriano não jogou bem, tocou pouco na bola. Mas mostrou para o cruzmaltino como se faz. O Imperador não desperdiçou o pênalti inexistente marcado pelo árbitro Péricles Bassols a favor do Flamengo. E garantiu a vitória do Rubro-negro por 1 a 0, neste domingo, no Maracanã, pela quarta rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca.
Na comemoração, Adriano mostrou uma camisa com a mensagem “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”. Foi o sétimo gol do Imperador na temporada. Há 28 partidas não ocorre um 0 a 0 no clássico entre Vasco e Flamengo.
O Flamengo assumiu novamente a liderança do Grupo A com 12 pontos e 100% de aproveitamento. Já o Vasco caiu para o segundo lugar no Grupo B com nove pontos. O Botafogo lidera.
Na próxima rodada, o Vasco encara o Olaria, no sábado, às 19h30m. Já o Flamengo faz o clássico contra o Botafogo, no domingo, também às 19h30m, no Maracanã.
Muitas chances, nenhum gol no primeiro tempo
Os times entraram em campo com duas faixas de protesto contra a emenda Ibsen, que altera regras da distribuição de royalties do petróleo e diminui a receita do estado do Rio de Janeiro em cerca de R$ 7 bilhões por ano. Elas convocavam a população para uma caminhada, no Centro do Rio, na próxima quarta-feira (17). E o futebol se misturava com a política.
Apesar do campo pesado por causa do temporal que castigou o Rio de Janeiro no final da tarde deste domingo, o primeiro tempo foi excelente, com chances para os dois lados. Faltou apenas o gol. Oportunidades não faltaram, mas os goleiros Bruno e Fernando Prass estavam inspirados.
A primeira chance foi rubro-negra. Falta na intermediária. Fabrício tomou uma grande distância. Todo mundo esperava uma bomba, mas saiu um peteleco. No meio do caminho estava, porém, Vinícius Pacheco. O meia dominou livre na área e chutou na saída do goleiro Fernando Prass. O goleiro vascaíno fez uma grande defesa e evitou o gol. Na sobra Léo Moura pegou de primeira e bateu para fora.
O Vasco logo deu a resposta. Após linda tabela, Dodô recebeu na área, deu um drible de letra em Álvaro e chutou. A bola, que tinha endereço certo, bateu na defesa e foi para fora. Em seguida, Rafael Carioca soltou uma bomba da intermediária. A bola ia entrar no ângulo direito, mas Bruno pulou e espalmou com a mão trocada para escanteio. Tudo isso com apenas seis minutos de jogo!
Apesar do campo molhado, a bola rolava com facilidade. Juan apareceu bem pela esquerda e tocou rasteiro na saída de Fernando Prass. O goleiro espalmou e a
bola iria sobrar limpa para Adriano só escorar para o fundo da rede. Mas o zagueiro Titi, de carrinho, conseguiu evitar o gol com o bico da chuteira.
O jogo era aberto. Aos 17 minutos, Philippe Coutinho perdeu uma chance incrivel. Ele recebeu em condição legal pela direita, entrou na área e chutou
rasteiro. Bruno, com as pontas do dedo, salvou o Flamengo e espalmou para fora.
O tempo técnico, que era justificável no calor, ficou meio sem sentido agora. E esfriou muito a partida. Os times voltaram em um ritmo mais lento. Aos 28, Adriano deu um passe primoroso para Vagner Love. O atacante dominou a bola na área com maestria, deixou o zagueiro Gustavo no chão e chutou rasteiro. Fernando Prass pulou no canto direito e defendeu.
Aos 35 minutos, Philippe Coutinho foi derrubado por Willians dentro da área. Pênalti indiscutível do camisa 8 do Flamengo, que ainda pediu desculpas ao vascaíno depois. Nenhum rubro-negro teve coragem de reclamar com o árbitro. Dodô, que não passa por uma boa fase, bateu fraco no canto direito de Bruno, que pulou certo e defendeu sem direito a rebote. Foi o segundo pênalti que o artilheiro cruzmaltino perdeu nesta temporada. No primeiro turno, Dodô também desperdiçou uma cobrança contra o Resende.
Após o pênalti, Andrade inverteu a marcação em cima de Philippe Coutinho. Willians, que recebeu cartão amarelo no lance do pênalti, deixou a função, que passou para Toró. Aos 38 minutos, Léo Moura arrancou pela direita, entrou na área e tentou o drible em cima de Márcio Careca. O rubro-negro caiu e pediu a marcação do pênalti. Mas nada aconteceu e o juiz deixou o jogo seguir.
Aos 46 minutos, Philippe Coutinho dominou no peito, deu um drible seco em Fabrício e chutou. Bruno, com ótima atuação, espalmou para escanteio. E o primeiro tempo terminou 0 a 0.
Adriano faz o gol rubro-negro em pênalti que não existiu
Flamengo e Vasco voltaram sem mudanças para o segundo tempo. Mas a chuva aumentou consideravelmente. Apesar disso, o clássico continou excelente. Aos quatro minutos, em um contra-ataque, Vinícius Pacheco arrancou com a bola e tocou na saída de Fernando Prass, que defendeu com os pés. Mas o árbitro Péricles Bassols marcou, de forma equivocada, pênalti no choque do goleiro vascaíno com o meia rubro-negro. Fernando Prass ficou inconformado com a marcação. Mas não teve jeito.
Adriano foi para a cobrança. E ao contrário de Dodô bateu bem. Goleiro para um lado, bola entrando carinhosamente no outro. Flamengo 1 a 0. Na comemoração, o Imperador tirou a camisa e mostrou uma mensagem: “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”. O atacante recebeu cartão amarelo.
O Vasco passou a tentar pressionar. Dodô chutou rasteiro da entrada da área e Bruno espalmou para fora. O jogo estava eletrizante. O Flamengo, com Juan, quase fez o segundo. Mas o chute bateu no travessão!
Aos 21 minutos, Jeferson entra na área e cruza. A bola bate na mão de Álvaro. O árbitro marcou mais um pênalti. Vagner Mancini mandou a ordem. Jeferson deveria bater. Mas Dodô pegou a bola e pediu para cobrar mesmo com as vaias da torcida. E o atacante novamente mostrou muito o lado e bateu na direita de Bruno, que pulou e novamente defendeu. Vale destacar que o goleiro rubro-negro se adiantou muito no lance e a cobrança deveria ser anulada por Péricles Bassols , o que não aconteceu.
Vagner Mancini ficou imóvel na linha técnica, sem acreditar. A torcida cruzmaltina passou a insultar o atacante cruzmaltino. E os rubro-negros gritavam o nome do goleiro “Bruno”.
Após o segundo pênalti perdido por Dodô, o Vasco desanimou e diminuiu o ritmo. O Flamengo, inteligente, passou a controlar mais a bola. E o jogo terminou com a torcida rubro-negra cantando “o Imperador voltou”. Após a partida, o meia Jeferson do Vasco foi expulso após reclamar com a arbitragem.
Ficha técnica:
FLAMENGO 1 x 0 VASCO
Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Willians, Kleberson (Rodrigo Alvim) e Vinícius Pacheco (Petkovic); Adriano e Vagner Love (Ronaldo Angelim). Fernando Prass; Gustavo (Rodrigo Pimpão), Fernando e Titi; Elder Granja, Rafael Carioca, Paulinho (Léo Gago), Philippe Coutinho e Márcio Careca; Dodô e Rafael Coelho (Jeferson).
Técnico: Andrade. Técnico: Vagner Mancini.
Gol: Adriano aos seis minutos do segundo tempo;
Cartões amarelos: Paulinho, Gustavo, Márcio Careca, Fernando Prass, Fernando, Elder Granja (Vasco); Willians, Vagner Love, Adriano, Rodrigo Alvim (Flamengo).
Cartão Vermelho: Jeferson (Vasco)
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro.
Data: 14/03/2010.
Renda: R$ 841.565,00
Público: 30.214 pagante / 37.104 presentes
Árbitro: Péricles Bassols (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ).
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