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Vasco garante vaga na próxima fase da Copa do Brasil ao vencer o ASA-AL por 3 a 1 na Colina histórica
O Vasco fez o seu papel jogando diante de pouco mais de dois mil torcedores na noite desta quarta-feira, em São Januário. No embalo do técnico Gaúcho, que conquistou a sua segunda vitória em dois jogos (a primeira foi no clássico do último domingo contra o Fluminense, por 3 a 0, pela Taça Rio), o Gigante da Colina derrotou o ASA-AL por 3 a 1 e garantiu a sua classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. O adversário cruzmaltino será o Corinthians-PR, que eliminou o Ceará. As datas e os locais dos confrontos ainda não foram definidos pela CBF.
O Vasco chegou à vitória com dois gols de Elton e outro de Magno, que recebeu passe de Ramon, reestreando na equipe com o nome gritado pela torcida. Júnior Viçosa balançou a rede para os alagoanos. O resultado deu ainda mais confiança ao grupo e ao técnico Gaúcho, que sonha ser efetivado no cargo.
No próximo domingo, às 16h, o Gigante da Colina vai buscar a sua vaga nas semifinais na Taça Rio. Para isso, precisa vencer o Duque de Caxias, em Volta Redonda.
Vasco começa bem e abre o placar, mas erra na defesa e sofre o empate
A etapa inicial foi aberta e com muitas oportunidades de gol. Enquanto o ASA esperava o Vasco em seu campo de defesa para sair no contra-ataque, os cariocas tocavam a bola e procuravam furar a zaga dos alagoanos. O maior erro do Gigante da Colina foi apostar no posicionamento dos seus defensores em linha. Postura que proporcionou os principais lances de perigo dos visitantes.
Logo aos dois minutos, os cariocas tiveram a primeira chance de abrir o placar. Dodô aproveitou uma saída errada do goleiro Paulo César, dominou ao lado da pequena área e tentou bater colocado. A zaga chegou antes e afastou o perigo. Aos 12, Elton recebeu na entrada da área e chutou de pé direito. A bola estourou no travessão e saiu pela linha de fundo. O Vasco seguiu tocando melhor a bola, mas se descuidava atrás.
Mesmo com a maior posse de bola dos anfitriões, o ASA não se intimidava. Aos 14, Júnior Viçosa acertou uma bomba da intermediária para boa defesa de Fernando Prass. Quatro minutos depois, Elton voltou a receber na entrada da área. Desta vez, de canhota, o goleador vascaíno chutou colocado e abriu o marcador. Festa em São Januário. Aos 20, o erro de posicionamento da zaga vascaína custou caro. Viçosa recebeu em posição legal dentro da área e finalizou para empatar.
O gol desarticulou a equipe comandada por Gaúcho, que passou a errar passes, principalmente por conta da atuação irregular dos volantes Souza e Nilton. O ASA-AL apostava nos contra-ataques. E foi justamente em uma jogada rápida que os alagoanos quase viraram o marcador. Aos 26, Fábio Lopes avançou livre, entrou na área e chutou por cima do gol de Prass. O Vasco só voltou a assustar aos 43. Elton recebeu na área e chutou forte para boa defesa de Paulo César.
Elton e Magno marcam, e Vasco garante vaga
Mesmo com alguns jogadores não rendendo o esperado, Gaúcho não mexeu durante o intervalo. O Vasco teve a sua primeira chance de ficar à frente do marcador aos 14 minutos. Philippe Coutinho partiu para cima de um defensor, entrou na área e chutou para fora. Assim como no primeiro tempo, o ASA esperava os cariocas para sair em velocidade. No entanto, o ímpeto alagoano estava contido se comparado ao da etapa inicial.
Aos 21, a postura mais ofensiva do Vasco foi premiada. Elder Granja cruzou da direita para Elton. O atacante errou a cabeçada, mas deu sorte e pegou a sobra para tocar por cima do goleiro Paulo César: 2 a 1 para a equipe cruzmaltina. Após o gol, Gaúcho sacou o artilheiro da noite e Márcio Careca e apostou nas entradas de Magno e Ramon.
As alterações surtiram efeito. Aos 27, Ramon fez boa jogada e cruzou para Magno. Da marca do pênalti, o meia bateu rasteiro e marcou o terceiro. O lateral-esquerdo ainda teve uma ótima oportunidade de fazer o quarto. Ele passou por um marcador e soltou a bomba. Paulo César defendeu.
Aos 36, Coutinho quase deixou a sua marca. O meia entrou na área, driblou o mesmo defensor duas vezes e chutou. A zaga salvou em cima da linha. Dodô também poderia ter ampliado. O artilheiro dominou na entrada da área e soltou a bomba. Paulo César mais uma vez evitou o quarto gol do Vasco.
Ficha técnica:
| VASCO 3 x 1 ASA-AL | |
| Fernando Prass, Elder Granja, Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca (Ramon); Nilton, Rafael Carioca, Souza e Philippe Coutinho (Rodrigo Pimpão); Elton (Magno) e Dodô. | Paulo César, Plínio, Lê e Sílvio; Didira (Ricardinho), Jota, Fábio Lopes e Cléber (Índio); Rodriguinho e Júnior Viçosa (Jorginho). |
| Técnico: Gaúcho. | Técnico: Vica. |
| Gols: Elton, aos 18 minutos, Júnior Viçosa, aos 20 do primeiro tempo; Elton, aos 21 minutos, Magno, aos 27 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Magno (Vasco); Plínio, Jota, Cal (ASA). | |
| Estádio: São Januário (RJ). Data: 31/03/2010. Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP/FIFA). Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Herman Brumel Vani (SP). | |
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Vasco renasce na Taça Rio após vencer clássico com Fluminense por 3 a 0
No duelo da calmaria contra a turbulência, prevaleceu a motivação de quem não tinha outra alternativa que não fosse a vitória. Visivelmente muito mais disposto que o Fluminense, o Vasco, na primeira partida após a demissão do técnico Vagner Mancini, ressurgiu na Taça Rio com uma vitória por 3 a 0 sobre o rival, no Maracanã, pela sétima rodada da competição. Após um primeiro tempo monótono, o time da Colina atropelou na etapa final e triunfou com gols de Thiago Martinelli, Dodô e Fagner (assista no vídeo ao lado). A vitória alivia o ambiente de crise que rondava a Colina e dá força ao técnico interino Gaúcho. Durante a semana, a diretoria cruzmaltina disse que ele pode ser efetivado no cargo, caso consiga bons resultados.
Com o triunfo, a equipe de São Januário volta a figurar entre os classificados para a semifinal do segundo turno. Os vascaínos têm 12 pontos e ocupam a segunda colocação do Grupo B, com um a mais que o América, derrotado pelo Flamengo por 2 a 1. Agora, uma vitória sobre o Duque de Caixas, na última rodada, garante a vaga cruzmaltina. Antes, porém, a equipe enfrenta o ASA-AL, na próxima quarta-feira, às 21h50m, em São Januário, pela Copa do Brasil. No jogo de ida, empate por 1 a 1.
Apesar do tropeço, o Fluminense segue com a classificação bem encaminhada: tem 16 pontos e está em segundo no Grupo A, seguido pelo Bangu, que tem 13 e cinco gols a menos de saldo. Com um simples empate na última rodada, garante a vaga, sem precisar se preocupar com outros jogos. Já classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil, o Tricolor tem a semana livre para treinos e encerra a fase de classificação da Taça Rio no próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Macaé, no Maracanã.
Individualidade de Coutinho salva primeiro tempo morno
Sem poder perder o jogo, o Vasco se preocupava em não sair atrás do placar e só se arriscava no ataque “na boa”. Sem tanta necessidade de vencer, o Fluminense trabalhava a bola no campo de ataque, mas não era incisivo. Com as duas equipes em ritmo lento, a primeira etapa não podia terminar de maneira diferente: 0 a 0.
Bem postado na defesa, o Vasco deixava o Tricolor trocar passes nos minutos iniciais, enquanto esperava espaços para se aventurar no campo ofensivo. Quando isso aconteceu, utilizou a sua principal arma: Philippe Coutinho. Aos oito, o jovem de 17 anos aplicou lindo drible em Cássio e foi derrubado na entrada da área. Nilton desperdiçou a cobrança de falta.
Com a área cruzmaltina congestionada, o Flu passou a arriscar passes longos. Estratégia que não deu certo. Aos 13, problema para o Vasco: Jéferson sentiu lesão na coxa e foi substituído por Carlos Alberto. A entrada do meia fez o time de Gaúcho apostar ainda mais no contra-ataque. E foi desta forma que quase abriu o placar, aos 17.
Philippe Coutinho partiu em velocidade, gingou para esquerda, para a direita, deixou Leandro Euzébio tonto e foi desarmado por Everton. O volante tricolor, no entanto, roubou a bola com um chutão para o campo de defesa e quase marcou contra. Rafael salvou.
Quatro minutos depois, mais uma boa oportunidade em jogada individual: Carlos Alberto balançou o corpo na entrada da área e chutou com perigo. A essa altura, o Flu seguia com maior posse de bola, mas pecava na falta de criatividade. Conca estava apagado, e Diguinho resolveu tentar armar o jogo.
Na primeira jogada, o volante foi feliz. Aos 27, ele puxou para o meio e deixou Alan em boa condição dentro da área. O atacante chutou cruzado e tirou tinta da trave direita de Fernando Prass. O lance animou o Tricolor, que assuntou também aos 30, em chute prensado de Mariano que passou por cima do travessão.
Jogador mais objetivo em campo, Coutinho tentava chamar a responsabilidade e forçou boa defesa de Rafael em conclusão de longe, aos 32. Apesar da disposição de alguns jogadores, a partida seguia em ritmo lento, e os tiros de longa distância foram o retrato de um primeiro tempo morno, que em nada justificou o valor decisivo do clássico.

Com mais vontade, Vasco vence e respira
Sem outra opção, o Vasco voltou para o segundo tempo disposto a atacar. Com Carlos Alberto, Philippe Coutinho e Elton, a equipe da Colina aplicou uma verdadeira “blitz” até conseguir abrir o placar. A primeira boa chance foi de Elton, aos cinco, com bonito voleio da entrada da área. Depois, Coutinho e Souza também arriscaram, mas foi um zagueiro o responsável pelo gol do alívio.
Aos 13, Philippe Coutinho cobrou escanteio, e Thiago Martinelli desviou na pequena área para vencer Rafael. A torcida do Vasco ainda comemorava quando Fernando Prass foi obrigado a trabalhar. Alan emendou da entrada da área e parou no goleiro vascaíno.
Mesmo em desvantagem, o Fluminense não acelerava as jogadas e demonstrava passividade. Aos 25, Coutinho, abusado, mais uma vez assustou. Ele driblou dois e bateu forte por cima do gol. Dois minutos depois, um raro lance de perigo do time de Cuca. Conca soltou uma bomba em cobrança de falta, e Titi colocou a cabeça para interceptar a jogada.
Aos 32, Rafael Carioca quase acordou o Tricolor. O volante cruzmaltino recuou errado para o goleiro e deu um presente para Alan, que chutou sem direção. O esboço de reação, entretanto, teve ponto final aos 35, quando Leandro Euzébio fez falta em Dodô, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
Entregue, o Fluminense só esperou a partida acabar e viu ainda o próprio Dodô ampliar, aos 42. O artilheiro dos gols bonitos recebeu passe em velocidade, deixou Gum para trás, tocou por baixo de Rafael e devolveu o poder ao Vasco, que segue vivo na Taça Rio. Fagner, aos 45, ainda deu o golpe final, em chute cruzado após passe de Carlos Alberto. Nada como um clássico para mudar calmaria de lado.
Ficha técnica:
| FLUMINENSE 0 x 3 VASCO | |
| Rafael, Gum, Cássio (Fábio Neves) e Leandro Euzébio; Mariano, Diguinho, Conca, Everton e Julio Cesar (Equi Gonzalez); Alan e André Lima (Wellington Silva). | Fernando Prass, Elder Granja (Fágner), Thiago Martinelli, Titi e Marcio Careca; Nilton, Rafael Carioca, Souza e Jeferson (Carlos Alberto); Philippe Coutinho e Elton (Dodô). |
| Técnico: Cuca. | Técnico: Gaúcho. |
| Gols: Thiago Martinelli, aos 13, Dodô, aos 42, e Fágner, aos 45 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Diguinho, André Lima e Leandro Euzébio (Fluminense); Elder Granja e Rafael Carioca (Vasco). Cartão Vermelho: Leandro Euzébio (Fluminense). | |
| Estádio: Maracanã. Data: 28/03/2010. Árbitro: William de Souza Nery. Auxiliares: Ediney Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos Pessanha. | |
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Vasco é derrotado pelo Olaria em Volta Redonda e torcida hostiliza Dodô e Mancini
O Vasco ainda não engrenou na temporada 2010. Com a derrota por 1 a 0 na tarde deste sábado, em Volta Redonda, para o Olaria, pelo Campeonato Carioca, o Gigante da Colina chegou ao seu terceiro jogo sem vitória. Foi a primeira vez em que um time grande caiu diante de um pequeno no Carioca 2010. Para piorar a situação, o time comandado por Vagner Mancini pode perder a segunda colocação no Grupo B da Taça Rio para o América que, neste domingo, vai enfrentar o Bangu, em Moça Bonita. Dois pontos separam as equipes (nove contra sete).
Assista aos melhores momentos do jogo no vídeo acima.
Além da sequência negativa em 2010, o Vasco perdeu a invencibilidade de 39 anos para o Olaria em partidas válidas pelo Campeonato Carioca. O último triunfo do rival havia acontecido em 1971. O resultado também marcou a vitória de ex-dirigentes da equipe de São Januário, que hoje comandam o futebol da Rua Bariri. Paulo Angioni (gerente de futebol), Paulo Reis (jurídico) e José Luiz Moreira já formaram a cúpula do futebol do Gigante da Colina.
A equipe da Rua Bariri chegou aos nove pontos e ocupa a sexta colocação no Grupo A da Taça Rio. Na próxima rodada, o Vasco vai receber o Americano, em São Januário. O Olaria pega o Macaé, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos. As duas partidas estão marcadas para a próxima quarta-feira.
Após início promissor, Vasco volta a sofrer apagão e leva gol do Olaria
Os primeiros dez minutos do Vasco atenderam às orientações do técnico Vagner Mancini. Marcação no campo do adversário, jogadas pelas laterais, triangulações e saída rápida da defesa para o ataque. Nesse período, o time da Colina teve três chances claras de abrir o marcador. Na primeira, aos três, Elder Granja recebeu de Rafael Coelho dentro da área e, em vez de chutar, tentou o cruzamento. A zaga do Olaria aproveitou para afastar o perigo.
Os outros dois lances aconteceram aos seis e aos sete minutos de jogo. No primeiro, Philippe Coutinho rolou para Jéferson na entrada da área e o meia soltou a bomba. A bola passou rente à trave de Henrique. No lance seguinte, Paulinho aproveitou uma saída errada da defesa do Olaria e arriscou da intermediária. O arqueiro do time da Rua Bariri voltou a defender. E o Vasco parou por aí.
O Olaria acordou para o jogo, acertou a marcação e aproveitou a lentidão e os erros de passe do Vasco. Aos 12 minutos, o gol que definiu a partida. Após erro de passe de Philippe Coutinho no meio-campo, Aleílson puxou contra-ataque, passou por Fernando e rolou para Cacá, na marca do pênalti. Com Prass batido, o atacante só tocou para as redes para abrir o marcador.
Com o gol, os erros do Vasco e a impaciência do torcedor, presentes nos últimos jogos no Rio de Janeiro, reapareceram no Raulino de Oliveira. Recuado, o Olaria buscava os contra-ataques. E foi em um deles que quase ampliou. Aos 15, completamente sozinho, Aleíson recebeu pela esquerda, entrou na área e chutou em cima da zaga. Na sobra, Araruama arriscou de fora da área e Fernando Prass defendeu.
Sem poder de penetração, o Vasco tentava chegar ao empate em chutes de fora da área. Jéferson e Rafael Carioca tentaram arremates de longa distância aos 17 e 21 minutos, respectivamente. Todos com perigo ao gol de Henrique. Aos 30, Mancini perdeu a paciência com a equipe e sacou Gustavo, apostando na entrada de Souza. Sem a igualdade no marcador, os jogadores deixaram o campo vaiados.
Olaria tem gol anulado no segundo tempo e Souza é expulso no fim
Disposto a virar o placar, o treinador vascaíno retornou para a etapa final com a equipe um pouco mais ofensiva. Mancini tirou o volante Paulinho e colocou o atacante Geovane Maranhão. Porém, a impaciência atrapalhava a organização das jogadas de ataque. O time cruzmaltino tentava superar a defesa do Olaria alçando bolas na área. Em vão.
O primeiro lance de gol do Vasco aconteceu aos oito minutos. Geovane Maranhão cruzou da esquerda para Rafael Coelho. O atacante dominou na marca do pênalti de costas para o gol, girou sobre o zagueiro e chutou para ótima defesa de Henrique. Na sobra, Philippe Coutinho tentou marcar de cabeça, mas chegou empurrando o zagueiro do rival.
Aos 16, o Olaria teve a sua primeira chance no segundo tempo. Rafael cobrou falta da intermediária e o goleiro Fernando Prass agarrou com segurança no centro do gol. Quatro minutos depois, Dodô foi chamado por Mancini para entrar na vaga de Jéferson. Antes mesmo de ir ao campo, o artilheiro já era vaiado e hostilizado pelos torcedores.
Desorganizado, o Vasco pressionava, mas não conseguia levar perigo ao arqueiro Henrique. O Olaria perdeu uma ótima oportunidade de matar o jogo aos 31. Aleílson aproveitou falha de Gian, que tentou fazer a linha de impedimento, e recebeu lançamento na intermediária. Completamente sozinho, o atacante entrou na área e errou o chute ao tentar encobrir o goleiro Fernando Prass. A bola passou por cima do gol do Vasco.
Aos 42, em lance polêmico, o Olaria teve um gol anulado. Em um contra-ataque rápido, Cacá recebeu dentro da área e chutou em cima de Fernando Prass. O árbitro Antônio Frederico de Carvalho chegou a correr para o centro do campo, mas a bandeirinha Lilian da Silva Fernandes invalidou o lance. Irritado, o técnico Dé deixou o gramado reclamando da marcação.
- Eu me recuso a ficar nessa palhaçada – protestou.
Souza ainda foi expulso nos acréscimo ao dar um pontapé em Cacá. No fim do jogo, os torcedores hostilizaram os jogadores, Mancini e o presidente Roberto Dinamite, que estava presente ao Raulino de Oliveira.
Ficha técnica:
| OLARIA 1 x 0 VASCO | |
| Henrique, Ivan, Vanderson, Rafael e Amarildo; David, Romário, Araruama e Waldir; Aleílson (Assumpção) e Cacá. | Fernando Prass, Gustavo (Souza), Fernando e Gian; Elder Granja, Rafael Carioca, Paulinho (Geovane Maranhão), Jéferson (Dodô)e Márcio Careca; Philippe Coutinho e Rafael Coelho. |
| Técnico: Dé. | Técnico: Vagner Mancini. |
| Gols: Cacá, aos 12 minutos do primeiro tempo. | |
| Cartões amarelos: Romário, Amarildo (Olaria); Coutinho, Geovane Maranhã, Gustavo, Gian, Fernando (Vasco). Cartão vermelho: Souza | |
| Estádio: Raulino de Oliveira (RJ). Data:20/03/2010. Árbitro: Antônio Frederico de Carvalho Schneider (RJ). Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ) e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ). | |
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Mesmo jogando mal Vasco bate o Boavista na Colina e continua lider e 100% na Taça Rio
O Vasco não jogou bem contra o Boavista, mas conseguiu o mais importante: os três pontos que garantiram os 100% de aproveitamento na Taça Rio. O resultado, aliado à derrota do Botafogo para o Fluminense, deixou o time na liderança isolada do Grupo 2 da Taça Rio, com nove pontos. Carlos Alberto, em cobrança de pênalti, fez o gol da vitória em São Januário. Com a derrota, o time da Região dos Lagos seguiu com seis pontos, em quarto lugar no Grupo 1.
Na próxima rodada, o Vasco vai enfrentar o Flamengo, no domingo, às 19h30m (horário de Brasília), no Maracanã. O Boavista encara o Resende, em casa, no próximo sábado.
Com o apoio da pequena torcida que compareceu a São Januário (1.598 pagantes), o Vasco iniciou melhor a partida, com bom toque de bola. Porém, o primeiro lance de perigo foi do Boavista. Carlos Alberto arriscou de fora da área e acertou o travessão de Fernando Prass. O Gigante da Colina respondeu aos dez. Elton recebeu dentro da área, girou em cima de Santiago e chutou, mas Vinícius defendeu com segurança.
Após o lance, o Vasco começou a pecar no último passe e a insistir nas bolas altas na área do Boavista. O goleiro Vinícius, mostrando segurança, saiu em praticamente todas, evitando as cabeçadas dos atacantes vascaínos. Aos 23, Carlos Alberto, do time de Saquarema, chutou novamente de fora da área. Desta vez, Fernando Prass defendeu com tranquilidade.
Aos 29, Elton recebeu um ótimo passe pelo lado esquerdo. Já dentro da área, o atacante soltou a bomba e o goleiro Vinícius defendeu com a mão esquerda. Sete minutos depois, o mesmo Elton tabelou com Dodô e concluiu de de fora da área. O goleiro voltou a salvar o Boavista, mantendo o zero no placar na etapa inicial.
Apesar da atuação irregular da equipe, os torcedores que compareceram a São Januário não se abateram com os 41 passes errados na etapa inicial e evitaram vaiar a equipe. Poucos focos de insatisfação foram notados na Colina após o fim do primeiro tempo.
O Boavista voltou para o segundo tempo melhor do que o Vasco. A equipe de Saquarema foi quem teve a primeira chance clara de abrir o marcador. Aos dois minutos, Ruy recebeu um ótimo passe pela direita e cruzou. Fernando Prass cortou errado e a bola sobrou para Tony, na marca do pênalti. Travado pela defesa vascaína, o jogador não conseguiu concluir.
Aos 16, Philippe Coutinho foi lançado por Elder Granja pelo lado direito. O garoto invadiu a área e cruzou para Elton. O atacante chegou atrasado a não conseguiu concluir para o gol do Boavista. Aos 24, Carlos Alberto sofreu um pisão no pé do seu homônimo do Boavista dentro da área. Pênalti marcado pelo árbitro Rodrigo Carvalhares de Miranda. Na cobrança, um minuto depois, o capitão não desperdiçou o colocou o Gigante da Colina em vantagem.
O gol não abateu o time visitante, que seguiu melhor na partida. Aos 32, Léo Faria fez uma ótima jogada pelo lado direito, passou por Titi e cruzou para Luiz. Na pequena área, o atacante tentou marcar de letra, mas Fernando Prass tocou na bola e evitou o empate.
O Vasco, mesmo mal, quase ampliou, Aos 43, já dentro da área, Philippe Coutinho soltou uma bomba e a bola parou no travessão de Vinícius. Após o apito final, os torcedores aplaudiram mais um triunfo do Vasco, mas seguiram desconfiados com a atuação do time comandado por Vagner Mancini.
Ficha técnica:
| VASCO 1 X 0 BOAVISTA | |
| Fernando Prass, Elder Granja (Thiago Martinelli), Fernando, Titi e Gian; Rafael Carioca, Souza, Carlos Alberto e Philippe Coutinho; Dodô (Robinho) e Elton (Rafael Coelho). | Vinícius, Ruy, Pessanha, Santiago e Carlos Alberto; Mancuso, Julio César, Thiaguinho (Leandro Cruz) e Léo Faria; Tony (Luiz) e Léo Guerreiro. |
| Técnico: Vagner Mancini. | Técnico: Emerson Ávila. |
| Gols: Carlos Alberto, aos 25 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Elton, Gian, Robinho, Souza, Carlos Alberto (Vasco); Ruy, Santiago, Júlio César, Thiaguinho, Mancuso, Luiz, Carlos Alberto (Boavista). | |
| Estádio: São Januário. Data: 07/03/2010. Árbitro: Rodrigo Carvalhares de Miranda (RJ). Auxiliares: Ricardo Maurício de Almeida (RJ) e Wendel de Paiva Gouvea (RJ). Renda: R$ 39.155,00. Público: 1.598 pagantes. | |
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