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Vasco renasce na Taça Rio após vencer clássico com Fluminense por 3 a 0
No duelo da calmaria contra a turbulência, prevaleceu a motivação de quem não tinha outra alternativa que não fosse a vitória. Visivelmente muito mais disposto que o Fluminense, o Vasco, na primeira partida após a demissão do técnico Vagner Mancini, ressurgiu na Taça Rio com uma vitória por 3 a 0 sobre o rival, no Maracanã, pela sétima rodada da competição. Após um primeiro tempo monótono, o time da Colina atropelou na etapa final e triunfou com gols de Thiago Martinelli, Dodô e Fagner (assista no vídeo ao lado). A vitória alivia o ambiente de crise que rondava a Colina e dá força ao técnico interino Gaúcho. Durante a semana, a diretoria cruzmaltina disse que ele pode ser efetivado no cargo, caso consiga bons resultados.
Com o triunfo, a equipe de São Januário volta a figurar entre os classificados para a semifinal do segundo turno. Os vascaínos têm 12 pontos e ocupam a segunda colocação do Grupo B, com um a mais que o América, derrotado pelo Flamengo por 2 a 1. Agora, uma vitória sobre o Duque de Caixas, na última rodada, garante a vaga cruzmaltina. Antes, porém, a equipe enfrenta o ASA-AL, na próxima quarta-feira, às 21h50m, em São Januário, pela Copa do Brasil. No jogo de ida, empate por 1 a 1.
Apesar do tropeço, o Fluminense segue com a classificação bem encaminhada: tem 16 pontos e está em segundo no Grupo A, seguido pelo Bangu, que tem 13 e cinco gols a menos de saldo. Com um simples empate na última rodada, garante a vaga, sem precisar se preocupar com outros jogos. Já classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil, o Tricolor tem a semana livre para treinos e encerra a fase de classificação da Taça Rio no próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Macaé, no Maracanã.
Individualidade de Coutinho salva primeiro tempo morno
Sem poder perder o jogo, o Vasco se preocupava em não sair atrás do placar e só se arriscava no ataque “na boa”. Sem tanta necessidade de vencer, o Fluminense trabalhava a bola no campo de ataque, mas não era incisivo. Com as duas equipes em ritmo lento, a primeira etapa não podia terminar de maneira diferente: 0 a 0.
Bem postado na defesa, o Vasco deixava o Tricolor trocar passes nos minutos iniciais, enquanto esperava espaços para se aventurar no campo ofensivo. Quando isso aconteceu, utilizou a sua principal arma: Philippe Coutinho. Aos oito, o jovem de 17 anos aplicou lindo drible em Cássio e foi derrubado na entrada da área. Nilton desperdiçou a cobrança de falta.
Com a área cruzmaltina congestionada, o Flu passou a arriscar passes longos. Estratégia que não deu certo. Aos 13, problema para o Vasco: Jéferson sentiu lesão na coxa e foi substituído por Carlos Alberto. A entrada do meia fez o time de Gaúcho apostar ainda mais no contra-ataque. E foi desta forma que quase abriu o placar, aos 17.
Philippe Coutinho partiu em velocidade, gingou para esquerda, para a direita, deixou Leandro Euzébio tonto e foi desarmado por Everton. O volante tricolor, no entanto, roubou a bola com um chutão para o campo de defesa e quase marcou contra. Rafael salvou.
Quatro minutos depois, mais uma boa oportunidade em jogada individual: Carlos Alberto balançou o corpo na entrada da área e chutou com perigo. A essa altura, o Flu seguia com maior posse de bola, mas pecava na falta de criatividade. Conca estava apagado, e Diguinho resolveu tentar armar o jogo.
Na primeira jogada, o volante foi feliz. Aos 27, ele puxou para o meio e deixou Alan em boa condição dentro da área. O atacante chutou cruzado e tirou tinta da trave direita de Fernando Prass. O lance animou o Tricolor, que assuntou também aos 30, em chute prensado de Mariano que passou por cima do travessão.
Jogador mais objetivo em campo, Coutinho tentava chamar a responsabilidade e forçou boa defesa de Rafael em conclusão de longe, aos 32. Apesar da disposição de alguns jogadores, a partida seguia em ritmo lento, e os tiros de longa distância foram o retrato de um primeiro tempo morno, que em nada justificou o valor decisivo do clássico.

Com mais vontade, Vasco vence e respira
Sem outra opção, o Vasco voltou para o segundo tempo disposto a atacar. Com Carlos Alberto, Philippe Coutinho e Elton, a equipe da Colina aplicou uma verdadeira “blitz” até conseguir abrir o placar. A primeira boa chance foi de Elton, aos cinco, com bonito voleio da entrada da área. Depois, Coutinho e Souza também arriscaram, mas foi um zagueiro o responsável pelo gol do alívio.
Aos 13, Philippe Coutinho cobrou escanteio, e Thiago Martinelli desviou na pequena área para vencer Rafael. A torcida do Vasco ainda comemorava quando Fernando Prass foi obrigado a trabalhar. Alan emendou da entrada da área e parou no goleiro vascaíno.
Mesmo em desvantagem, o Fluminense não acelerava as jogadas e demonstrava passividade. Aos 25, Coutinho, abusado, mais uma vez assustou. Ele driblou dois e bateu forte por cima do gol. Dois minutos depois, um raro lance de perigo do time de Cuca. Conca soltou uma bomba em cobrança de falta, e Titi colocou a cabeça para interceptar a jogada.
Aos 32, Rafael Carioca quase acordou o Tricolor. O volante cruzmaltino recuou errado para o goleiro e deu um presente para Alan, que chutou sem direção. O esboço de reação, entretanto, teve ponto final aos 35, quando Leandro Euzébio fez falta em Dodô, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
Entregue, o Fluminense só esperou a partida acabar e viu ainda o próprio Dodô ampliar, aos 42. O artilheiro dos gols bonitos recebeu passe em velocidade, deixou Gum para trás, tocou por baixo de Rafael e devolveu o poder ao Vasco, que segue vivo na Taça Rio. Fagner, aos 45, ainda deu o golpe final, em chute cruzado após passe de Carlos Alberto. Nada como um clássico para mudar calmaria de lado.
Ficha técnica:
| FLUMINENSE 0 x 3 VASCO | |
| Rafael, Gum, Cássio (Fábio Neves) e Leandro Euzébio; Mariano, Diguinho, Conca, Everton e Julio Cesar (Equi Gonzalez); Alan e André Lima (Wellington Silva). | Fernando Prass, Elder Granja (Fágner), Thiago Martinelli, Titi e Marcio Careca; Nilton, Rafael Carioca, Souza e Jeferson (Carlos Alberto); Philippe Coutinho e Elton (Dodô). |
| Técnico: Cuca. | Técnico: Gaúcho. |
| Gols: Thiago Martinelli, aos 13, Dodô, aos 42, e Fágner, aos 45 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Diguinho, André Lima e Leandro Euzébio (Fluminense); Elder Granja e Rafael Carioca (Vasco). Cartão Vermelho: Leandro Euzébio (Fluminense). | |
| Estádio: Maracanã. Data: 28/03/2010. Árbitro: William de Souza Nery. Auxiliares: Ediney Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos Pessanha. | |
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América vence o Boavista e já é o vice-líder do Grupo B
Sofrimento e alívio em Edson Passos. Depois da derrota do Vasco para o Olaria, na noite de sábado, o América entrou em campo neste domingo, no estádio Giulitte Coutinho, precisando da vitória para entrar na zona de classificação às semifinais da Taça Rio. Do outro lado, no entanto, o Boavista também precisava dos três pontos para seguir na cola do Fluminense. E o duelo deixou a torcida alvirrubra com os nervos à flor da pele durante os 90 minutos, mas no fim vieram a vitória por 3 a 2 e a vice-liderança do Grupo B, com dez pontos, ao lado do Botafogo, que leva vantagem no saldo de gols (quatro contra três) – o Alvinegro empatou em 2 a 2 com o Flamengo no encerramento da rodada.
O primeiro gol da partida foi marcado pelo experiente Ruy, aos 29 minutos do primeiro tempo, mas os donos da casa reagiram dois minutos depois. Adriano deixou tudo igual. O mesmo Adriano virou a partida para o América aos quatro minutos do segundo tempo, mas não deu tempo para comemorar. Aos cinco, Leo Faria colocou 2 a 2 no placar. A festa do Diabo ficou completa aos 37, quando Daniel Morais, o Danigol, fez o terceiro. E os minutos finais foram de tensão, substituída pela emoção ao apito final.
- Conseguimos buscar uma vitória muito importante para a nossa classificação. Estamos no caminho certo e vamos buscar uma vaga nas semifinais. Sempre me esforcei muito nos treinamentos e nas partidas, e essa dedicação tem sido recompensada. Mas devo isso aos meus companheiros, que sempre me procuram em campo para que eu possa marcar – disse o heró da vitória, que soma cinco gols no Estadual..
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Flamengo perde para Universidad de Chile em Santiago a primeira na Taça Libertadores
Herói no último domingo ao defender dois pênaltis de Dodô no clássico contra o Vasco, o goleiro Bruno falhou feio no gol que deu a vitória ao Universidad de Chile por 2 a 1, em Santiago, na noite desta quarta-feira. É a gangorra do futebol. Um dia em alta, outro em baixa. O goleiro aceitou um chute de Seymour de fora da área e viu a bola passar por baixo do seu corpo. E o Flamengo, que descontou com Rodrigo Alvim, conheceu, no estádio Monumental, a primeira derrota nesta Taça Libertadores.
O Fla tinha vencido Universidad Católica (2 a 0) e Caracas (3 a 1) nas duas rodadas iniciais. Curiosamente, o duelo desta quarta foi o primeiro em que o Rubro-negro não teve um jogador expulso nesta competição.
Com o resultado, o Flamengo perdeu a liderança do Grupo 8 da Taça Libertadores. O clube carioca permanece com seis pontos e foi ultrapassado justamente pelo Universidad de Chile, que chegou aos sete. O Universidad Católica tem dois pontos e o Caracas está em último, com um. Agora, o Flamengo volta a enfrentar o Universidad de Chile na próxima rodada. A partida vai ser no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril. Também nesta quarta-feira, Caracas e Católica empataram por 0 a 0, na Venezuela.
O jogo foi apenas o segundo do Universidad do Chile após o terremoto de 8,8 graus na escala Ritcher no final de fevereiro, que levou caos e destruição ao país. O primeiro em Santiago – antes a equipe duelou contra o Universidad Católica, em Coquimbo (2 a 2). “La U” foi obrigada a pegar emprestado o estádio do Colo Colo, que só liberou o Monumental após o rival aceitar pagar R$ 210 mil em caso de danos ao patrimônio.
Apesar de melhor, Flamengo sai em desvantagem no primeiro tempo
O pânico de um sismo semelhante ao que ocorreu no dia 27 de fevereiro e provocou mais de mil mortes no Chile fez a delegação do Flamengo dormir em Porto Alegre de terça para quarta-feira e desembarcar em Santiago apenas cinco horas antes do início do jogo. No estádio, um esquema especial foi armado caso ocorresse um novo tremor.
Apesar do cansaço da viagem horas antes do duelo, o Flamengo começou bem a partida, dominando o meio-campo. A esperada pressão do time chileno nos primeiros minutos não aconteceu. Aos cinco, Juan cobrou falta da intermediária e Adriano, todo desequilibrado, cabeceou meio estranho. Mas a bola, mesmo sem força, subiu e bateu no travessão.
A partir daí, o que se viu foi uma série de chutes sem direção. Dos dois lados. E também muitos passes errados. Kleberson não acertava um. E o Flamengo falhava na última bola.
O jogo só voltou a ficar interessante a partir dos 30 minutos. Na primeira chance de perigo do Universidad, Oliveira recebeu e tentou tocar rasteiro para o meio da área. Álvaro, de carrinho, evitou que a bola chegasse ao meia Montillo, que estava pronto para marcar o gol. Pouco depois, escanteio para o Flamengo. Álvaro desviou e Vagner Love apareceu para cabecear quase na pequena área. O goleiro Conde conseguiu espalmar, evitando o primeiro gol.
Aos 36 minutos, Adriano deu o ar da graça. O Imperador, que estava saindo muito da área para se livrar da marcação, dominou na intermediária e soltou a bomba. A bola passou muito perto da trave esquerda de Conde, que pulou assustado. Foi a única boa finalização do atacante na partida.
O castigo veio aos 42 minutos. Após jogada rápida do Universidad pela direita, Estrada cruzou, Vargas se antecipou a Bruno na primeira trave e tocou de cabeça: 1 a 0. Na comemoração, o atacante tirou a camisa e recebeu o cartão amarelo.
- Foi um erro nosso. Eles fizeram um “dois contra um” e jogaram a bola na área. Não tive como fazer nada – explicou o goleiro Bruno no fim do primeiro tempo.
E o Flamengo foi para o vestiário com a sensação de que havia complicado uma partida que parecia controlada.
- Foi uma bobeira. O jogo nem estava tão complicado – completou Léo Moura.
Vagner Love perde a chance de empatar a partida
A conversa com Andrade no vestiário parecia ter dado certo. O empate rubro-negro veio logo aos cinco minutos do segundo tempo, na primeira chance. Adriano tocou para Vagner Love. Mesmo impedido, o atacante dominou a bola, atrapalhando Léo Moura, que vinha de trás. O lateral insistiu na jogada e conseguiu chutar, mas o goleiro Conde defendeu. A bola bateu novamente em Léo Moura e sobrou limpa para Rodrigo Alvim. O lateral-esquerdo, improvisado como volante, só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio: 1 a 1.
Após o gol, o Universidad ainda perdeu um de seus principais jogadores. Estrada sentiu um problema no tornozelo direito e acabou substituído por Nelson Pinto. Aos nove minutos, porém, o time chileno ficou novamente em vantagem. Felipe Seymour recebeu na intermediária e chutou de longe. A bola saiu com força, mas era defensável. Bruno, no entanto, colaborou e deixou a redonda passar por baixo do seu corpo: 2 a 1.
O gol animou os chilenos. Aos 13 minutos, Montillo entrou bem pela esquerda e chutou. Bruno espalmou para o meio da área, e a defesa afastou o perigo. A torcida do Universidad começou a cantar enlouquecidamente. Andrade resolveu, então, tirar o apagado Kleberson para colocar o chileno Fierro. O ex-jogador do Colo Colo foi bastante vaiado pelos torcedores do clube rival ao entrar em campo.
O Universidad estava bem armado em campo. E levava muito perigo nos contra-ataques. Aos 19 minutos, Olivera recebeu pela esquerda, entrou na área e chutou com força. Desta vez, Bruno fez ótima defesa e salvou o Flamengo de levar o terceiro. Neste momento, Andrade resolveu chamar Petkovic. O meia sérvio entrou no lugar de Vinícius Pacheco, que levava pouco perigo. O time melhorou e deu sinais de que poderia reagir.
Aos 25 minutos, Fierro recebeu bom passe de Léo Moura e chutou cruzado. O goleiro Conde caiu bem no canto direito para defender. Aos 33, a grande oportunidade. Petkovic tabelou com Vagner Love, que entrou na área e ficou na cara do goleiro chileno. Mas o toque por cobertura não foi preciso e acabou indo para fora, por muito pouco. O atacante não acreditou na chance perdida e colocou as mãos no rosto em sinal de desespero.
No fim da partida, Léo Moura deixou o campo machucado. Éverton Silva entrou, e o time ficou enfraquecido pela direita. Adriano ainda teve uma chance em contra-ataque, mas foi facilmente travado pelo zagueiro, em arrancada que evidenciou sua má forma física.
Com falha de Bruno, Adriano em noite apagada e Love perdendo gol, o Flamengo conheceu a segunda derrota na temporada – a primeira foi para o Botafogo, na semifinal da Taça Guanabara, pelo mesmo placar.
PRIMEIRA MÃO: Flamengo pode ficar sem o Maracanã para o resto da disputa da Taça Libertadores
Ficha técnica:
| UNIVERSIDAD DE CHILE 2 x 1 FLAMENGO | |
| Conde, Jose Contreras, Mauricio Victorino, Rafael Olarra e Matías Rodríguez; Felipe Seymour, Estrada (Nelson Pinto), Valter Montillo, Edson Puch; Olivera (Rivarola) e Vargas (Fernandez). | Bruno; Léo Moura (Everton Silva), Álvaro, Fabrício e Juan; Rodrigo Alvim, Willians, Kleberson (Fierro) e Vinícius Pacheco (Petkovic); Vagner Love e Adriano. |
| Técnico: Gerardo Pelusso | Técnico: Andrade |
| Gols: Vargas aos 42 minutos do primeiro tempo; Rodrigo Alvim aos cinco e Felipe Seymour aos nove minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Vargas (Universidad de Chile); Álvaro e Fierro (Flamengo) | |
| Estádio: Monumental, em Santiago, no Chile.
Data: 17/03/2010. Árbitro: Jorge Larrionda (URU). Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Mauricio Espinosa (URU) |
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Nem temporal apaga Botafogo que vence o Olaria por 2 a 0 no Engenhão
Houve futebol durante 60 minutos. E foi neste período que o Botafogo construiu sua vitória por 2 a 0 sobre o Olaria, neste domingo, pela Taça Rio. Debaixo de um temporal que causou queda de energia no Engenhão e paralisou a partida, o Alvinegro conquistou sua 50ª vitória em 80 jogos disputados em seu estádio. O duelo terminou com o campo encharcado, dando a impressão mais de pólo aquático do que futebol.
Com o resultado, o Botafogo somou nove pontos e três vitórias no Grupo B da Taça Rio. O Olaria, que havia conquistado empates contra Flamengo e Fluminense, perdeu pela primeira vez para uma das grandes equipes.
Mais uma boa jogada de Caio
O Botafogo começou a partida a apresentando os mesmos erros das últimas partidas. A equipe não conseguia uma sequência de passes certos e, aos poucos, foi sendo dominada pelo Olaria. O time visitante, que entrou em campo vestindo uma camisa de estampa quadriculada e de numeração praticamente invisível, adiantava a marcação e empurrava o Alvinegro em seu campo defensivo.
Sem boas opções de jogada e sem mostrar boa técnica, o Botafogo não conseguia encontrar espaços para atacar. Os lances de perigo, portanto, nasciam em jogadas esporádicas, como aos seis minutos, quando Fahel cabeceou após cobrança de escanteio, e David tirou a bola em cima da linha.
O Olaria não conseguia transformar em gol as suas oportunidades, e o Botafogo não conseguia articular de maneira eficiente suas saídas para o ataque. Dessa forma, somente no talento individual poderia abrir o placar. E foi assim que o Alvinegro fez 1 a 0 aos 19 minutos. Lucio Flavio cobrou falta curta para Caio, que avançou pelo lado direito, passou por dois adversários e cruzou com precisão para a área. Antônio Carlos subiu livre e cabeceou.
E no primeiro tempo foi só. Com Jancarlos e Gabriel ineficientes nas laterais, o Botafogo ficou apenas na tentativa. Enquanto isso, o Olaria cometia erros primários de finalização, que deixaram o técnico Dé chutando o ar à beira do campo.
Aguaceiro e apagão no Engenhão
As duas equipes voltaram para o segundo tempo debaixo de uma chuva torrencial no Engenhão. Assim, o nível técnico da partida, que já não era dos melhores, caiu. Mas antes que o Botafogo tivesse qualquer problema para articular as jogadas, marcou o segundo gol, aos cinco minutos. Gabriel recebeu passe pelo lado esquerdo e chutou rasteiro, mas a bola parou no adversário. O lateral tentou novamente e dessa vez balançou a rede, fazendo 2 a 0.
Aos 15 minutos a forte chuva apagou todas as luzes do Engenhão. Após cinco minutos uma pequena parte da iluminação retornou, mas apenas os refletores localizados atrás dos gols deram sinais de vida. Enquanto isso, o árbitro Grazianni Maciel Rocha aguardava para decidir se a partida teria continuidade.
Quinze minutos depois da queda de energia, os refletores principais do Engenhão voltaram a acender, revelando que nem mesmo o ótimo estado do gramado foi capaz de suportar o temporal. Mas mesmo sob muitas poças e com o estádio quase às escuras a bola voltou a rolar depois de 18 minutos de paralisação. Durante este perído, uma parte do teto de uma das cabines de rádio do Engenhão desabou.
Inconformado com a continuidade da partida, o técnico Dé se dirigiu ao quarto árbitro para reclamar e foi expulso. Ao se retirar do campo, ele esbravejou:
- Pode dar a vitória ao Botafogo, porque merece. Mas é uma vergonha o árbitro seguir a partida num campo como esse. E se alguém quebra a perna?
Logo depois, Diego acertou Loco Abreu com o braço dentro da área, e o uruguaio revidou com um chute. O árbitro expulsou ambos, mas não marcou pênalti a favor do Botafogo. Até o fim da partida as duas equipes não conseguiram criar jogadas de gol por causa do campo alagado. E foi assim, com apenas um esboço de futebol e com lances capazes de envergonhar até peladeiros, que o jogo terminou.
Ficha técnica:
| BOTAFOGO 2 x 0 OLARIA | |
| Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Danny Morais; Jancarlos, Leandro Guerreiro, Sandro Silva, Lucio Flavio (Edno) e Gabriel (Eduardo); Caio (Júnior) e Loco Abreu. | Henrique, Ivan, Thiago, Rafael e Diego; David, Willian, Araruama e Waldir; Cacá (Vinícius) e Aleílson. |
| Técnico: Joel Santana. | Técnico: Dé. |
| Gols: Antônio Carlos, aos 19 minutos do primeiro tempo; Gabriel, aos 5 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Lucio Flavio (Botafogo); David (Olaria). Cartões vermelhos: Loco Abreu (Botafogo) e Diego (Olaria). Público: 2.269 pagantes (3.393 presentes). Renda: R$ 39.365,00. | |
| Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 14/03/2010. Árbitro: Grazianni Maciel Rocha. Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Corrêa e Luiz Felippe Scofield Costa. | |
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